Em posicionamento sobre as eleições de 2026, bispos pedem respeito às instituições e aos resultados das urnas
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se posicionou sobre as eleições de 2026 na 5ª feira (18.jun.2026) ao afirmar que a Igreja Católica não indica candidatos nem partidos.
Os bispos, no entanto, solicitaram a participação consciente dos cidadãos no processo eleitoral. Pediram respeito às instituições e aos resultados das urnas. Destacaram ainda a importância do fortalecimento da democracia, da confiança no processo eleitoral e do cumprimento da Lei da Ficha Limpa.
“Inspirada na passagem bíblica ‘Examinai tudo e guardai o que for bom’ (1Ts 5, 21), a mensagem recorda que a Igreja Católica não indica candidatos nem partidos políticos. Entretanto, ressalta que a fé cristã e a Doutrina Social da Igreja reconhecem a política, quando orientada pela ética, como uma das mais elevadas formas de caridade e serviço à sociedade”, afirma o texto.
Segundo os bispos, mais do que escolher governantes, os brasileiros são chamados para “renovar o compromisso com valores fundamentais para a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade”.
A CNBB diz que a abstenção não é a melhor escolha. Os bispos pedem discernimento que vá além das promessas de campanha, considerando a trajetória de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos.
Em abril deste ano, a CNBB publicou nas redes sociais um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em que ele fala sobre o papel da Igreja na defesa da democracia e dos direitos sociais no país. Lula diz que a entidade esteve na linha de frente contra a ditadura militar, em defesa de perseguidos políticos e em apoio aos movimentos sociais.
No vídeo, o petista também citou a participação da Igreja em greves de trabalhadores urbanos e na luta pela reforma agrária. Ao final, prestou homenagem a nomes ligados à defesa dos excluídos e saudou os bispos brasileiros em nome desses religiosos.
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