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Brasil fica em 6º lugar em ranking global de crescimento do PIB

Economia brasileira cresceu 1,1% no 1º trimestre de 2026 e superou a média do G7 e da zona do euro

O Brasil ficou na 6ª posição em um ranking de crescimento elaborado pela Austin Rating com dados de 45 economias que já divulgaram o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre de 2026.

A atividade econômica brasileira cresceu 1,1% de janeiro a março em relação ao trimestre imediatamente anterior, com ajuste sazonal, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O desempenho colocou o país à frente de economias como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Japão e França. Leia a íntegra do relatório (1,4 mb – PDF).

Hong Kong liderou o ranking, com crescimento trimestral de 2,9%, seguido por Taiwan (2,8%) e Dinamarca (1,9%). A China ficou na 5ª colocação, com expansão de 1,3%.

No recorte anual, o PIB brasileiro cresceu 1,8% em relação ao mesmo período de 2025. A taxa ficou abaixo da média global de 2,9%, mas acima da média do G7 (1,1%) e da zona do euro (0,8%), segundo levantamento da Austin Rating.

Juros altos devem desacelerar economia

O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, afirmou que o resultado veio dentro das expectativas do mercado e reflete os efeitos da política monetária restritiva adotada pelo Banco Central.

“Daqui para frente, deve haver uma perda de fôlego da atividade econômica, o que é natural por conta dos efeitos restritivos da política monetária”, disse.

Segundo Agostini, o avanço mais moderado da economia é necessário para ajudar no controle da inflação. Ele afirmou que os juros elevados já começam a afetar os investimentos produtivos.

“Isso já faz efeito quando observamos, por exemplo, a formação bruta de capital fixo, que é uma proxy dos investimentos e já entrou em terreno negativo”, declarou.

O economista afirmou ainda que a desaceleração da atividade deve continuar nos próximos trimestres e que o principal desafio será evitar uma deterioração mais intensa do crescimento em 2027.

“A expectativa é que o PIB continue desacelerando. O grande desafio do governo e do Banco Central é fazer um pouso suave”, declarou.

O crescimento brasileiro no trimestre foi puxado pela agropecuária, que avançou 2,0% em relação ao fim de 2025. A indústria cresceu 1,0%, e os serviços tiveram alta de 0,5%.

Na comparação anual, todas as atividades de serviços registraram crescimento, com destaque para informação e comunicação (7,6%) e atividades financeiras (2,8%).

A Austin Rating avalia que fatores externos também devem continuar pressionando a atividade econômica ao longo do ano, entre eles os conflitos geopolíticos e os efeitos das disputas tarifárias internacionais.

Agostini também citou preocupação com possíveis impactos climáticos sobre o agronegócio no 2º semestre.

“Vamos ver como será o El Niño no 2º semestre e como isso vai impactar o setor”, declarou.


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