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Governistas comemoram aprovação do fim da 6 X 1 e provocam PL

Texto estabelece teto semanal de 40 horas, duas folgas remuneradas e transição de 14 meses; segue para análise do Senado

Governistas comemoraram a aprovação do fim da escala 6 X 1 pela Câmara dos Deputados, na 4ª feira (27.mai.2026). O texto apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), costurado em conjunto com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estabelece, além do teto semanal de 40 horas, duas folgas remuneradas e transição de 14 meses. Segue para análise do Senado.

O líder do Governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT), usou seu perfil no X para compartilhar um vídeo em que congressistas aparecem cantando a música “Vou Festejar”, de Beth Carvalho. “Cada vez mais perto de garantir a dignidade dos trabalhadores”, escreveu na publicação.

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O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) também publicou um vídeo em que compara a comemoração dos governistas com a dos bolsonaristas.

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O ex-presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Marcelo Freixo (PT), também comemorou em seu perfil no X. “Isso não caiu do céu. Foi a classe trabalhadora que foi às ruas, às redes, ao debate público e não deixou esse tema sair da pauta. Quando o povo se organiza, a história muda”, declarou.

“Dia histórico para as trabalhadoras e trabalhadores do Brasil”, declarou o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação.

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) também disse que a aprovação do fim da escala 6 X 1 é “uma conquista gigante da classe trabalhadora brasileira”.

Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, usou seu perfil no X para declarar que “os mesmos que prometeram a isenção do Imposto de Renda e não fizeram nada em 4 anos tentaram atrapalhar o fim da escala 6 X 1, mas foram derrotados”.

Durante a votação da PEC que extingue a escala 6 X 1, o PL apresentou na Câmara um destaque de prefência para que fosse votada a proposta da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, em vez do texto aprovado na comissão especial, que estabelece um teto de 40 horas.

A estratégia do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) era colocar o governo Lula numa sinuca de bico. O PL, assim como o Planalto, sabe que não há acordo para aprovar uma redução dessa magnitude e que a proposta seria modificada no Senado, o que a levaria a uma nova análise dos deputados. Dessa forma, a redução só entraria em vigor depois das eleições.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), usou seu perfil no X para provocar o PL, comparando o número de deputados que votaram contra a aprovação da PEC com o número do partido. “Sabe o número de deputados que votaram contra o fim da 6 X 1? 22 deputados… Sim: 22. O número mais simbólico possível de quem é contra os trabalhadores no Brasil!”, escreveu.

O deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) disse que a aprovação do fim da escala 6 X 1 enfrentou “a resistência da extrema direita e dos setores patronais, que tentaram de todas as formas barrar esse avanço”. Ele declarou em seu perfil no X: “Foram manobras para adiar a votação, tentativas de esvaziar o texto e propostas absurdas para ampliar a jornada para até 52 horas semanais, mostrando mais uma vez de que lado eles estão: o lado do lucro acima da vida”.

A deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) afirmou em seu perfil no X que “a oposição bolsonarista, inimiga da classe trabalhadora, sentiu a força da pressão popular e se curvou à demanda da maioria dos brasileiros”.

Já a deputada Benedita da Silva (PT) destacou o papel de Lula na aprovação da PEC na Câmara. “Quem tem a história forjada pelo trabalho no chão das casas, do campo e das fábricas, como a minha e a de Luiz Inácio Lula da Silva, entende na pele o significado da luta, da coragem e da esperança”, declarou.

“Agora a pressão é para que o Senado aprove!”, escreveu o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP).

“A luta continua! Precisamos seguir atentos e mobilizados”, afirmou a deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ).


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