Empresa tinha informações privilegiadas para fraudar créditos; é a maior punição já aplicada com base na Lei Anticorrupção
O governo de São Paulo multou a rede varejista Fast Shop em R$ 1,04 bilhão por fraudes relacionadas à obtenção indevida de créditos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Essa é a maior punição já aplicada com base na Lei Anticorrupção. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta 2ª feira (11.mai.2026).
Segundo as investigações, a empresa contratou uma consultoria tributária operada por um ex-auditor fiscal, para obter acesso irregular aos sistemas do governo estadual. Com as informações privilegiadas, conseguia realizar “mineração de dados fiscais” para fraudar a homologação de créditos.
Foram analisadas movimentações que somam R$ 1,59 bilhão e, desse total, ficou comprovado que a empresa obteve de forma ilícita R$ 1,04 bilhão em créditos de ICMS. A multa foi definida pelo governo com base na gravidade dos fatos e na dimensão das irregularidades, que geraram prejuízo direto aos cofres públicos.
O caso é um desdobramento da operação Ícaro, que busca desarticular esquemas de corrupção tributária com envolvimento de auditores fiscais e empresas privadas.
O Poder360 procurou a rede varejista Fast Shop para questioná-la sobre a multa aplicada pelo governo paulista. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso a empresa envie manifestação a este jornal digital.

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