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Golpes ligados ao futebol crescem no Brasil antes da Copa 2026

Pesquisa da NordVPN mostra que 34% dos brasileiros já tiveram contato com fraudes envolvendo apostas e ingressos falsos

Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, ganha força um mercado paralelo que acompanha grandes eventos esportivos: o dos golpes digitais. Nas redes sociais, em aplicativos de mensagens e até em sites de apostas, criminosos exploram a paixão pelo futebol para aplicar fraudes. Levantamento da NordVPN, divulgado em 24 de março de 2026, mostra que 34% dos brasileiros já tiveram contato com algum tipo de golpe ligado ao futebol nos últimos anos. Entre os mais recorrentes estão apostas falsas em bets ilegais (75%), venda de ingressos falsos (65%) e comercialização de produtos falsificados (57%). 

Os dados revelam um padrão que tende a se intensificar em períodos de grande mobilização esportiva. Durante a Copa do Mundo de 2022, 19% dos brasileiros afirmaram ter encontrado golpes relacionados ao futebol. Agora, com a expectativa em torno da edição de 2026, especialistas em segurança digital alertam para uma escalada desse tipo de crime. 

Segundo o especialista em cibersegurança da NordVPN, Adrianus Warmenhoven, os criminosos se aproveitam do envolvimento emocional do público com o esporte.

“Os golpes envolvendo futebol funcionam porque são baseados em emoção e urgência. Quando as pessoas estão animadas com uma partida, procurando ingressos, buscando dicas de apostas ou tentando encontrar uma transmissão de última hora, elas têm muito mais chances de agir primeiro e verificar depois”, afirmou. 

PLATAFORMAS MAIS USADAS 

As fraudes hoje se concentram principalmente em plataformas populares entre torcedores. O Instagram aparece como principal canal de disseminação dos golpes, citado por 51% dos entrevistados, seguido por WhatsApp (48%), Facebook (35%) e TikTok (26%). 

O levantamento aponta ainda que 11% dos brasileiros já perderam dinheiro em golpes relacionados ao esporte. Entre as vítimas, os prejuízos mais frequentes vão de R$ 251 a R$ 500. Em muitos casos, os criminosos voltam a abordar os mesmos usuários após uma 1ª fraude bem-sucedida: 58% disseram ter sido alvo desse tipo de golpe 4 vezes ou mais. 

EMOÇÃO ENVOLVIDA 

Além do prejuízo financeiro, a pesquisa mostra que fatores emocionais têm papel importante nas fraudes envolvendo bets ilegais. Entre os entrevistados que caíram em golpes, os sentimentos mais relatados foram frustração (36%), empolgação (36%) e estresse (27%). 

As apostas esportivas ilegais aparecem como um dos principais focos dos criminosos. Entre os entrevistados que tiveram contato com esse tipo de fraude, 53% relataram golpes envolvendo falsas dicas com promessa de lucro garantido. Outros 50% citaram ofertas falsas para apostas em partidas de futebol, enquanto 43% mencionaram promoções fraudulentas de bônus que exigiam pagamento antecipado. 

Para especialistas, a combinação entre a popularização das apostas online, as redes sociais e os grandes eventos esportivos criou um ambiente favorável para ações criminosas em bets ilegais em larga escala.

A pesquisa também indica que, embora os brasileiros demonstrem conhecer os riscos digitais, nem sempre adotam medidas básicas de proteção. Cerca de 95% afirmam utilizar algum recurso de segurança online, mas só 40% usam autenticação em 2 fatores, considerada uma das ferramentas mais eficazes contra invasões e roubos de contas. O uso de VPNs, tecnologia que ajuda a proteger a navegação e os dados do usuário, é ainda menor: só 28% afirmaram utilizar esse tipo de recurso. 

Especialistas recomendam que torcedores utilizem apenas canais oficiais para compra de ingressos, transmissões e apostas esportivas, além de desconfiarem de promoções com senso de urgência ou promessas de lucro fácil compartilhadas em redes sociais e aplicativos de mensagens.

METODOLOGIA DA PESQUISA

A pesquisa da NordVPN foi realizada de 3 a 10 de novembro de 2025, com 1.000 brasileiros com idades de 18 a 64 anos. O levantamento utilizou cotas de gênero, idade e localização para representar os usuários de internet no país.

Fonte: Clique aqui

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