O clima de instabilidade no Palácio do Planalto ganhou contornos de guerra aberta nesta semana. O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), presidente nacional de sua legenda, oficializou na última semana o rompimento com Lula da Silva (PT) disparando críticas pesadas contra a conduta do mandatário.
Em declaração contundente, o líder sindical e parlamentar afirmou que o atual governo se isolou em uma bolha ideológica e de gratidão pessoal. “Não vou apoiar mais, Lula só governa para quem o visitava na cadeia”, sentenciou Paulinho, sugerindo que o critério para a gestão e para as alianças políticas do petista ficou restrito ao círculo de amigos que o acompanhou durante o período em Curitiba.
Aviso da derrota
A insatisfação de Paulinho da Força vai além da retórica e atinge o cerne da recente derrota do governo no Legislativo. O deputado revelou que Lula não foi pego de surpresa pela rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o parlamentar, o próprio presidente da República foi avisado com dias de antecedência de que o nome do então indicado não possuía viabilidade nem no Senado Federal, nem na Câmara dos Deputados.
Paulinho foi ainda mais longe ao citar o envolvimento direto do presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). De acordo com o relato, Alcolumbre teria revelado a Lula, quinze dias antes da votação, que a indicação de Messias estava fadada ao fracasso. Com essas informações, o líder do Solidariedade rebate a narrativa de “traição” construída pelo Planalto, acusando o presidente de mentir ao público sobre o desfecho do processo.
O desembarque do Solidariedade ocorre em um momento em que Lula já enfrenta dificuldades

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