Avião transportava cédulas em moeda local equivalentes a milhões de dólares; relatório indica falhas técnicas
O piloto e o copiloto de um avião militar C-130 da Força Aérea Boliviana foram presos na Bolívia sob suspeita de homicídio culposo de 20 pessoas depois de um acidente em 27 de fevereiro de 2026 no Aeroporto de El Alto, na região de La Paz.
Segundo informações da agência France-Presse, o promotor Fábio Maldonado afirmou que o Ministério Público emitiu a ordem de prisão na 5ª feira (30.abr.2026) e os investigados prestaram depoimento na 6ª feira (1º.mai.2026).
O avião levava 8 tripulantes e saiu da pista durante a aterrissagem, atingindo civis.
Segundo as conclusões da comissão de investigação da Força Aérea, o acidente poderia ter sido evitado. O relatório cita falha de comunicação com a torre de controle, erros da tripulação e uma tempestade elétrica com chuva e granizo no momento do pouso.
A investigação também indica que houve instabilidade na aproximação, o que resultou em um pouso longo.
Na ocasião, o avião carregava milhões de dólares em moeda local, o boliviano. Pedestres tentaram saquear os destroços para recolher os valores logo depois do acidente.
De acordo com o jornal El Deber, os pilotos disseram que os responsáveis pela torre de controle do Aeroporto de El Alto não os informaram sobre as condições reais da pista, que apresentava acúmulo de gelo.
FALHAS IDENTIFICADAS
A comissão da Força Aérea concluiu que houve as seguintes falhas na operação:
- velocidade – os pilotos ingressaram na pista com velocidade acima do adequado para as condições;
- 1º contato – o toque inicial foi realizado só com o trem de pouso dianteiro, manobra considerada irregular para o modelo;
- frenagem tardia – por causa dessa manobra, os freios do trem de pouso principal só surtiram efeito no último terço da pista. A reversão dos motores foi acionada tardiamente e foi insuficiente para parar o avião.

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