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<p>O tradicional Te Deum, que historicamente marca o início dos festejos pela Independência do Brasil na Bahia, foi celebrado na manhã desta segunda-feira (1º) na Catedral Basílica de Salvador, no Terreiro de Jesus, no Pelourinho. A cerimônia foi presidida pelo arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, cardeal Dom Sérgio da Rocha, ao som do Coral da Irmandade do Senhor do Bonfim, regido pelo Maestro Francisco Rufino, e contou com a presença de autoridades civis e militares.</p>
<p>O Te Deum, que em latim significa “A Ti, Deus”, é um louvor antigo da Igreja Católica, entoado apenas em ocasiões especiais. Há 200 anos, ou seja, desde 1824, é com essa celebração que se abrem os festejos do 2 de Julho.</p>
<p>De acordo com Dom Sérgio da Rocha, o Te Deum é motivo de louvor a Deus e de gratidão aos que fazem parte da história da Bahia, sobretudo os que tanto lutaram pela independência. “Nós temos o reconhecimento e agradecimento de todos os povos envolvidos diretamente nesse processo. É ação de louvor a Deus e também de gratidão a essas pessoas. Momentos como as lutas que aconteceram aqui na Bahia devem ser reconhecidos em todo o Brasil. Fazemos memória através do Te Deum, repetindo esse gesto que acontece ao longo da história”.</p>
<p>“É um momento especial e importante onde agradecemos a Deus a oportunidade de estar nessa cidade livre e democrática, que foi importantíssima para a independência do Brasil, pedindo também proteção, paz e sabedoria para que a gente possa, mais um ano, cuidar do nosso povo. Mantendo a memória viva, a gente continua sempre a valorizar algo tão importante que é a nossa independência”, declarou a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos.</p>
<p><strong>Representação</strong> ;– O presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, reforçou que essa é uma solenidade tradicional, festiva e em homenagem ao 2 de Julho. “Hoje estamos dando continuidade a essa programação extensa em alusão à data. Eu acho que o Dois de Julho tem uma missão importante que é preservar a importância da data. O Te Deum tem essa missão e devemos trabalhar para cada vez mais aumentar o público, a juventude precisa se ligar no 2 de Julho”, apontou.</p>
<p>Guerreiro lembrou da programação, iniciada no sábado (29) com apresentação do espetáculo “Ao Pé do Caboclo” no Campo Grande, e convidou a todos para o desfile cívico nesta terça-feira (2). “Tivemos uma bela apresentação do Balé Folclórico da Bahia, que foi emocionante. Hoje à tarde a tocha chega em Pirajá, e amanhã de manhã temos o desfile cívico matinal. Então convoco a todos, porque amanhã será um lindo desfile comemorando essa grande data”.</p>
<p>O presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Joaci Góes, também esteve presente à celebração. Para ele, esses festejos são os mais antigos do continente americano, e o Te Deum se realiza no templo católico mais bonito de toda a América, então é uma celebração à altura da tradição.</p>
<p>O caboclo mestre dos Guaranis de Itaparica, Rildo Peixoto, ressaltou a presença dos povos originários indígenas no Te Deum. “É importante a gente se apresentar e o povo saber que existem os índios na história na independência. Antes, não participávamos da missa. Agora, todos sabem da importância da nossa participação na independência, na cultura e na história da Bahia, e estamos aqui”, declarou.</p>
<p><strong>Rito</strong> – O Te Deum (A Ti, Deus!) é um hino da Liturgia das Horas, rezado aos domingos e dias solenes. Este hino foi composto por Santo Ambrósio e Santo Agostinho, no ano de 387, em Milão, por ocasião do batismo de Santo Agostinho. Logo na primeira estrofe é proclamado: “A Ti, Deus, louvamos, a Ti, Deus, cantamos. A ti, Eterno Pai, adora toda a terra”.</p>
<p><em>Reportagem: Ana Virgínia Vilalva/Secom PMS</em></p>


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